quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Não confunda alho, com bugalhos...


Homens de verdade não aceitam a derrota, muito menos suportam o orgulho ferido, portanto, não espere um olá, muito menos qualquer sutileza ou gentileza de um homem que teve seu orgulho ferido de qualquer forma. Talvez ele até olhe na sua cara, mas não se espante se cuspa no chão logo em seguida. Melhor atravessar a rua quando notar que ele está no seu caminho. Todo homem tem uma reputação a manter.

A grande maioria confunde este orgulho ferido com raiva, ódio ou antipatia, mas não, nada disso. Na verdade a tolerância fica zero, e quando a paciência acaba não há coisa no mundo que a traga de volta. Saca aquele papinho escroto: “-Boas são as lembranças que ficam” ? É tudo papo furado. Quando o orgulho é ferido a única coisa que fica é algo parecido com nojo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Trovador



Em tempos áureos, trovador era um errante de violão, 
que em noites de lua, entoava a uma donzela, sua singela canção.
Uma melancólica e insistente serenata, triste, ingrata
Como uma mosca zangada num pote de nata.

No tempo que 'Trovador' era marca de violão,
palheta era unha, e microfone era o gogó.
Vomitando versos de amor e paixão,
Mesmo que não compunha suas próprias canções, nem em Dó.

O Trovador de hoje não toca e nem canta,
E mesmo assim, as moças de frágil índole ele encanta
E saber que nem um respingo de poesia sua boca emana,
Mas basta qualquer palavra ao vento para levá-la para cama.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Uma noite para lembrar. Ainda posso sentir o cheiro do cigarro na jaqueta de couro velha e usada.
O cheiro do uísque exalando por entre meus poros.
Sinto também o cheiro dele, que por mais distante de mim esteja, ainda consigo lembrar o jeito que me olhava, me sentia, me compreendia. Um verdadeiro amor acontece uma vez a cada vida. E eu, deixei o meu escapar. Você se acha tão auto suficiente: "Ah, mulheres, tem aos montes, Homens tem aos montes, são 6bilhões para um."
Errado. Faça as contas, talvez sobre 8 pessoas com quem você pode realmente se relacionar.
Eu só sinto vontade de voltar atrás e tentar outra vez, ter uma segunda chance.
Mas como isso não é possível, prefiro continuar sentado no mesmo balcão, esperando que ele volte.

domingo, 5 de agosto de 2012

30mm


Tinha um material pronto, mas considerei-o muito pessoal. Eu acredito que palavras mal expressadas tornem o momento vivido bem menos prazeroso do que ele foi.
Fiz este, no modelo do antigo, bem rapidinho. É uma experiência nova para mim, espero que gostem.

Francesca entra em um carro parado na estação, fazendo os olhares curiosos se voltarem para lá, André curioso sabia que conhecia o carro, do mesmo jeito que sabia para onde estavam indo, na mesma hora cutucou Paulo que riu-se tão alto que chamou atenção de Fátima que deixou o último gole da cerveja para reparar em Vanessa que trocava o pneu do carro sozinha na rua, enquanto sua amiga Drica mandava uma mensagem no celular do seu namorado Pedro, que estava com a amante Naiara que havia fugido do namorado Carlos que trabalhava como segurança noturno em um posto de gasolina, o mesmo posto que Edmilson devolve o troco a Anderson que está levando Maria na UTI móvel para a capital, onde o doutor Zé Vitor a espera na sala de cirurgia, o mesmo cirurgião que havia colocado um pino no joelho de Cassino, irmão de Solange que quase nunca sai de casa e não gosta de perder tempo com bobagens, cuidando apenas do seu filho adolescente Vinicius que esta indo bem na escola mas queria ter mais tempo para sair com Vitória, sua colega ruiva que pinta os cabelos no mesmo lugar que Ana Paula faz as unhas toda a terça feira para jantar com o marido, o taxista Pedro que depois de dez anos conseguiu comprar um carro na revenda do Israel que tinha uma paixão juvenil pela sardenta Gisele, que não para de olhar o relógio esperando Plínio chegar do escritório antes que a janta esfrie, frango preparado com molho branco e acompanhado de vinho comprado no mercado de Baltazar, pai de Mônica dona de um bar próximo a rodoviária, que emprega Neide, que sempre se encontra com Quênia sua paixão proibida nos fundos do bar, onde trocam carícias até Ubirajara o copeiro do prédio aparecer, que tem por paixão Andressa a loira da contabilidade do terceiro andar, que sempre espera as reuniões terminarem para pegar a última térmica do café antes que o Dr. Felipe venha lhe buscar, ele que não é doutor mas gosta de ser chamado assim, até mesmo na escola de sua filha Magda estuda, cujo professor de literatura Rodrigo é irmão de Saulo o guarda noturno que diz que Marcello não pode estacionar na estação.


PS: Fiz ela aberta, vou mandar o edit até domingo. Me mandem sugestões de passagens...
Cada dia incremento uma tripinha.


Apenas domingo.
Se gostar, me ligue.

sábado, 4 de agosto de 2012

Na coleira (feat. a metade da laranja)




Não gosto de namoro, não vou mentir. Sou sim um solteiro convicto - e isso não tem nada a ver com o fato de eu ser “inamoravel”, juro -. Ao mesmo tempo em que tento entender a monogamia, equilibrando com o fato de eu ser novo e blablabla, duas coisas certamente eu não entendo: o namoro na coleira e o desespero pela outra metade da laranja. Aqui falarei dos dois casos como se fosse um só. Não consigo entender porque alguns namorados privam seus parceiros de quase tudo. Uma cervejinha no bar, uma noite na casa de um amigo - e as chances de a noite ser regada apenas a vídeo game é grandíssima - enfim, de sair para qualquer lugar em que não esteja junto, pois não confiam na fidelidade do parceiro. Ok, eu admito, homens realmente tem um histórico a la Charlie Harper, e mulheres também não são nem um pouco santas, mas a base de um relacionamento não é a confiança? Será que dando liberdade não é a melhor opção do que ir forçando a raiva ou a própria mentira? Será que eles realmente amam o próximo, ou amam a ideia de ficar com alguém só para não acabar sozinho nesse mundo frio e cruel? Porque afastar a pessoa dos seus amigos? Provavelmente a pessoa pelo qual o outro se apaixonou foi moldada por esses amigos. O pior é quando tu é amigo de um casal, e inevitavelmente fica no meio dos dois, tendo que encobrir toda e qualquer mentira, “não diz para ele que eu estava aqui tá?”, “ei, você sabe aonde que minha namorada tava ontem?”, “ah sim... ops, quer dizer, sei não cara”. E quando a mentira é descoberta para quem que sobra? Para o pobre amigo que ficou no meio desse inevitável fogo cruzado. Aonde quero chegar? Sei que todo relacionamento não é algo constantemente simples, alguns até são complexos, cheios de teorema de Pitágoras e fórmula de Baskara, mas alguns namoros superam a complexidade humanamente aceitável, cheio de performances de novela mexicana. Tem gente tão desesperada pra viver essa novela, que se joga para qualquer um, dizendo "eu te amo" na primeira semana e estando pronta para viver o papel da Maria Joaquina ou do Fernando Henrique numa relação novela cheia de dramas, intrigas e mentiras. Para que tanta pressão? Para que tanta coleira? E para que tanta laranja? Namorar deveria vir de um sentimento puro e certeiro, não fabricado instantaneamente para faturar transas garantidas. Para que tantas regras, tantos modes moldes? No fim, muita gente acredita estar procurando sua metade da laranja, mas se joga na primeira bergamota que aparece. Aliás, isso lembra o que uma grande amiga minha me falou numa dessas conversas de bar: "tu não precisa da outra metade da laranja. Tu é uma laranja completa. Tu só precisa de outra laranja para fazer mais suco". Posso estar errado, posso estar certo. Só sei que sou feliz sendo uma laranja completa e livre de qualquer coleira.

Por Vinícius Rodrigues

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Qual é o teu limite?


Você aí...

É, você mesmo que está lendo este amontoado de letras...

Você alguma vez já chegou ao seu limite com alguma coisa? Já por acaso testou qual é o limite tolerável por ti perante algo? Paciência, álcool, dias sem comer, drogas, número de pastéis comidos, tempo acordado, cigarros fumados, dias sem trocar as meias, dias sem banho (a maioria dos homens já testou este ultimo limite em particular em algum longínquo e remoto inverno. ou nem tão remoto assim), enfim, você por acaso já sabe até onde pode ir com alguma coisa? Aonde é capaz de chegar? Isso faz parte do nosso processo de autoconhecimento!
Passamos por tantas primaveras até chegarmos a nossa ultima e não conseguimos nos conhecer por completo, é verdade. O tempo passa mais rápido a cada sol que cai lá no fundo.
E com o tempo passando mais rápido, mesmo testando todos os teus limites você não percebe que as pessoas a sua volta estão caindo pra não mais se levantar, pois assim como você, todos eles estão tentando descobrir o limite, e de fato mais tempo, menos tempo acabam por descobrir! Mas quisera por acaso do destino, descuido ou vontade divina, que alguns passam dele. Então cuidado aí amigo, pois alguns limites não dão chance para serem testados novamente. Se você extrapolar, nada mais volta a ser como era uma vez!
Você se questiona então qual seria o seu limite? Será que você já chegou perto de ultrapassá-lo? Poderá não ter retorno como acontecerá com alguns tantos outros?
 Como você vai saber se você não tentar descobrir? Mas por onde deve começar?
Não sei cara, mas é bom começar logo antes que você ultrapasse seu limite de anos a serem vividos e acabe sem conhecer até onde você era capaz de ir!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quarta-feira é dia de....(Parte 2)

 Quarta-feira, o sagrado Dia do Sofá. Mas será que alguém diz isso ainda? Isso é coisa da sua tia falar. Na atualidade, o sofá deixou de ser figura emblemática. Especificamente na quarta-feira, este móvel fica imóvel, esquecido. Traído pelos botequins, que convocam o machedo macharedo para ver futebol regado a suco de cevada. Sem dó. Os cinemas e restaurantes fazem até promoção para tirar você do sofá. Assim, o sofá perdeu a alcunha de protagonista no seu emblemático dia. Não lembra mais quando foi a última pipoca que caiu na fresta entre as almofadas. Triste. É....outrora, o Dia do Sofá já foi mais romântico e sensualesco.

Tentem imaginar nos tempos antigos, (antes do Feicebuc) aquele casalzinho jovial, se descobrindo, se desbravando, se deflorando, no limiar do âmago da sua inocência inocente. É porque era inocente de verdade. Trocando carícias tímidas, porém não menos intensas, a bordo daquele velho sofá de chenile adquirido nas Lojas Arno. Era um vulto só, iluminados alumiados pela única luz piscante do televisor. O casal se entretia entertia ao reprise de Ghost, mas só prestava atenção na cena que Patrick Swayze e Demi Moore uniam as mãos para moldar os vasos de barro. O sofá se sentia uma canoa descendo uma cachoeira de arco-íris, sendo remado por um entrevero de membranóides descontrolados.

Chegará um dia, em que você vai chegar em casa, numa quinta-feira, e o sofá não estará mais lá. No seu lugar haverá pipocas em decomposição. E um bilhete.